terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Evangeline Lilly (Kate) Comenta a Ultima Temporada de Lost



Evangeline Lilly, a Kate

ÉPOCA – Você torce para que seu personagem termine com Sawyer ou Jack?

Evangeline Lilly – A vida de Kate tornou-se tão complexa com o passar do tempo que tanto Sawyer quanto Jack ficaram em segundo plano. Fiquei grata aos roteiristas por terem feito isso, deu mais peso à personagem. Na terceira temporada, quando Kate ficou pulando de um para o outro, eu achei que a integridade e a redenção da personagem foi prejudicada. Seu eu fosse uma telespectadora, não ia gostar de Kate. Acho ótimo que Kate esteja focada em questões como dignidade, respeito próprio, coisas maiores do que uma paixão por um dos caras da ilha.

ÉPOCA – O que Lost mudou na sua vida?

Lilly – A série abriu muitas portas para mim, mudou minha vida. Cheguei na ilha como uma moleca de 24 anos. Hoje nem consigo mais ser assim, tenho 30 anos, os ossos já não deixam (risos). Hoje me sinto uma mulher e posso fazer o que quiser da minha vida.

ÉPOCA - Está ansiosa para sair do Havaí?

Lilly – Pois é. Eu fiz o caminho oposto do elenco. Quando cheguei todo mundo da série estava entusiasmado com a ilha, mas eu odiei. O Havaí era o oposto de minha terra natal, no Canadá, em termos de costumes, geografia, tudo. Aqui, você pode circular toda a ilha em três horas e acabou. Depois de seis anos me acostumei. Hoje todo mundo está louco para ir embora e eu estou curtindo essa coisa “aloha” (risos)

ÉPOCA – Como foi conviver com o elenco por seis anos?

Lilly – Não só o elenco como toda a equipe técnica é maravilhosa. Fiz muitos amigos. Agora, acontecia uma coisa estranha nessa série. Digamos que duas pessoas do elenco começavam a sair nas horas vagas. De repente, chegava o roteiro e os personagens dessas duas pessoas se aproximavam na série pela primeira vez. Era muito bizarro. Achei que eles estavam nos espionando (risos)! Mas acho que era algo orgânico, do quanto nos transformamos nesses personagens e eles em nós.

ÉPOCA – Há uma boa dose de ação física em Lost. O que faz para manter a boa forma?

Lilly – Fazer Lost é já uma boa maneira de ficar em forma (risos). Nas primeiras temporadas eu nem notei muito isso, pois sempre malhei muito pesado. Por conseqüência, na hora de gravar o esforço físico era como passear no parque. Mas no fim da terceira temporada, fiz um filme e o diretor me pediu para parar de malhar três meses antes de filmar. Ele não queria que a personagem tivesse músculos definidos visíveis. Eu tinha passado dez anos sendo atlética e achei que não ia rolar, mas aceitei. E confesso que nunca mais consegui malhar pesado (risos). Gostei de me sentir mais macia, mais feminina, suave. Desde então, quando vou gravar Lost é que percebo o quanto é pesado.

Fonte: Revista Época

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